É preciso dar uma sapatada no jogo? Ele dá. É necessário pausá-lo ou variá-lo? Ele sabe como o fazer. Não é músico, mas assume a batuta de maestro e define como poucos o ritmo da orquestra que a equipa do Benfica simboliza. Ele é Luís Miguel Afonso Fernandes (6 de Outubro de 1989), Pizzi na órbita futebolística graças aos muitos golos que apontava ainda menino, nas ruas de Bragança, de onde é natural.
Multifacetado, este Pizzi, que também é Luís, iniciou a carreira no Grupo Desportivo de Bragança e, degrau a degrau, teve passagens pelo Sporting de Braga, Ribeirão, Sporting da Covilhã, Paços de Ferreira, Atlético de Madrid, Deportivo da Corunha e Espanhol de Barcelona até ter encontrado o seu verdadeiro “eu” no Benfica, onde é hoje, sem qualquer dúvida, um dos imprescindíveis pelo muito que oferece à equipa.
Porque é de uma dedicação e profissionalismo extremos, joga como se não houvesse amanhã, sempre nos limites, com uma paixão e humildade tais que do meio-campo para a frente não há posição que lhe seja estranha, a tal polivalência que faz as delícias da generalidade dos treinadores. Esta admirável forma multifacetada de estar em campo não lhe retira méritos, antes pelo contrário. Oferece soluções e mais soluções, porque esteja à esquerda, à direita, no centro, mais à frente ou mais recuado, utilize jogo interior ou exterior, a técnica, visão de jogo, velocidade, qualidade de passe ou cultura táctica estão sempre lá, presentes e refinadas, a indicar qual o caminho a seguir. Despretensiosa e apaixonadamente. Sempre.